Palestra com Romeo Busarello em Goiânia

OM Incorporadora e City Soluções Urbanas promovem meeting com palestra do responsável por ajudar a Tecnisa a realizar a primeira venda de um apartamento totalmente pelo Twitter

OM Incorporadora e City Soluções Urbanas promovem meeting com palestra do responsável por ajudar a Tecnisa a realizar a primeira venda de um apartamento totalmente pelo Twitter

Texto: Allan David

Profissional de marketing reverenciado por gigantes da tecnologia como Google e Facebook, Romeo Busarello, em 2009, ajudou a empresa Tecnisa a realizar pela primeira vez a venda de um apartamento negociado totalmente pelo Twitter. O especialista, que já atuou na China e nos Estados Unidos, desembarca em Goiânia pela primeira vez, nesta quarta-feira, 26 de junho, para uma palestra inédita no Giardino Eventos, às 8 horas, em meeting promovido pela OM Incorporadora e City Soluções Urbanas para convidados.

“Não estamos vivendo uma época de mudanças, estamos vivendo uma mudança de época.” É o que sempre diz Romeo Busarello. Com 53 anos de idade e 32 de carreira, o executivo é considerado um guru da propaganda.

O executivo, que está há 18 anos na Tecnisa como diretor executivo de marketing e ambientes digitais, quer trazer para os profissionais goianos uma reflexão em torno da importância do planejamento para uma década inteira – e não apenas para o planejamento imediatista de apenas um ano. Para o especialista, essa perspectiva de longo prazo é essencial em função das consequências implacáveis da digitalização do modo de vida das pessoas e do jeito de fazer negócios na atualidade. “Teremos anos espetaculares pela frente para as empresas que estiverem melhor preparadas e com os melhores profissionais”, pontua.

Por sua longa e bem sucedida carreira no marketing, Busarello tem mesmo cacife para fazer tal afirmação. O executivo já foi indicado pela revista Meio&Mensagem ao Prêmio Caboré – como o mais cobiçado do mercado publicitário e como melhor profissional de marketing do Brasil. Outra publicação das mais relevantes do meio, a Revista Consumidor Moderno também o indicou como melhor profissional da área de relacionamento com o cliente. A carteira de contratantes para suas palestras demonstra bem como Busarello é de fato um profissional disputado, já que nela estão nomes como: Itaú, Banco do Brasil, Santander, Nestlé, Sebrae, Procter Gamble, Carrefour Mapfre e Arezzo. Romeo também já foi mentor de mais de 5 mil executivos.

Para ele, “nesta época em que vivemos, a curva de esquecimento tem que ser mais importante do que a curva de aprendizado”. Na palestra inédita que irá ministrar em Goiânia, o especialista em marketing fará uso de sua experiência de 32 anos em empresas nacionais e multinacionais para levar aos participantes a nova agenda do século XXI, em que, segundo ele, tudo o que pode ser escrito, visto, ouvido ou falado vai virar bit – em alusão à virtualização de processos cada vez mais presente em nosso modo de viver.

Ex-diretor voluntário do Hospital Samaritano (SP) e professor dos cursos de MBA e pós-graduação da ESPM e Insper, Romeo Busarello estará disponível para contar à imprensa goiana os principais fatos de sua trajetória profissional, que já acumula mais de 600 palestras ministradas Brasil afora ao longo dos últimos seis anos.

A educação corporativa no contexto da transformação digital

A educação corporativa entra em cena para promover ajustes e alinhamentos, de acordo com as necessidades de cada organização, em uma determinada conjuntura, atuando junto às equipes que precisam ser desenvolvidas, de forma contínua.

Alice Galvão
Diretora da BG Consultoria, Jornalista, Especialista em Comunicação e Marketing, Professora Universitária

Muito se tem falado sobre educação corporativa nos últimos anos. E não é para menos!

Com a transformação digital, o mercado vem passando por mudanças estruturais em uma velocidade exponencial, puxadas por uma onda crescente de empreendimentos criativos e que reinventam a forma como consumimos o que quer que seja. Não é novidade que as #startups revolucionaram a forma como as empresas se relacionam com seus diferentes públicos de interesse (#stakeholders) e as concepções tradicionais de produtos e serviços. Para uma sociedade cada vez mais “cíbrida”, com indivíduos que estão o tempo todo on e offline simultaneamente (o conceito de #cibridismo é trabalhado por Giselle Beiguelman e Martha Gabriel), a relação com o consumidor precisa ser #omnichannel (convergente e integrada a ponto de não se notar a diferença entre a presença real e a virtual).

Os modelos tradicionais de educação já não conseguem, por si só, suprir as necessidades de um mercado tão dinâmico. Este contexto provoca ansiedade em empreendedores, executivos e líderes, que precisam realinhar constantemente as necessidades e expectativas de suas equipes, com as da instituição e as do mercado, pois tudo está em constante transformação.

A economia segue um crescimento baseado em #inovação e desenvolvimento tecnológico, cuja ideia de propriedade, por exemplo, vem sendo rapidamente ressignificada para a de acesso. Em vez de comprar um produto, assumir a responsabilidade pela sua manutenção e encarar que ele terá que ser substituído ao terminar sua vida útil, as pessoas optam por ter acesso a este produto e receber como benefícios a sua manutenção e atualização constante. Vantagem para o consumidor e também para o fornecedor, que garante a recompra periódica, ao receber, por exemplo, uma mensalidade por este acesso (o que conhecemos por assinatura).

Então, se o mercado muda, o jeito de se fazer negócios também se reformula e o mundo do trabalho se reinventa, atendendo demandas relacionadas com a adaptação da inteligência humana às novas necessidades por serviços cada vez mais customizados.

O panorama sinaliza para o fato de que as empresas que não acompanharem estas transformações estarão fadadas à perda acelerada de posicionamento, da mesma forma que os gestores mais resistentes às mudanças invariavelmente estarão decretando a própria obsolescência.

Pensar em gestão de pessoas, produtos e serviços neste contexto exige cada vez mais das empresas e suas lideranças, dentre outras coisas, consciência do ambiente mercadológico, sensibilidade às demandas subjetivas dos diferentes públicos de interesse, clareza de objetivos, estratégias flexíveis, resiliência, foco em geração de valor e relacionamento.

A educação corporativa neste contexto

Onde a educação corporativa entra neste complexo cenário? No apoio estratégico para a construção de um diferencial competitivo poderoso: o capital intelectual.

A organização comumente se vê mergulhada em um mar de variáveis importantes do ambiente de mercado, misturadas às demandas operacionais internas e às urgências em múltiplas tomadas de decisão, com profissionais que não conseguem acompanhar as transformações conceituais e a atualização de ferramentas da própria profissão. O tempo para pesquisas, diagnósticos, análises, planejamento, vai ficando cada vez mais escasso e a reflexão sobre novas possibilidades estratégicas vai sumindo na lista de prioridades. O gestor então começa a ficar isolado no topo de uma pirâmide de visão sistêmica, que tem, no centro, líderes sobrecarregados e, na base, funcionários desalinhados das diretrizes organizacionais.

A educação corporativa entra em cena para ajudar a ajustar o desequilíbrio entre os componentes desta pirâmide, promover ajustes e alinhamentos, de acordo com as necessidades de cada organização, em uma determinada conjuntura, atuando junto às equipes que precisam ser desenvolvidas, de forma contínua. Um time de vendas, com pessoas de alta performance em fechamentos, por exemplo, pode estar com seus resultados estagnados na média anual, por falta de alinhamento com a equipe de pós-venda, que não percebe a importância de promover a recompra. Neste caso, mais eficaz do que se aplicar um treinamento pontual para a equipe de pós-venda, seria abordar as estratégias do negócio em diferentes momentos, de forma contínua, dentro de um sistema de aprendizagem ativo e permanente. Assim, o problema deixaria de existir pontualmente e não voltaria a surgir.

De acordo com Marta Eboli, Professora Doutora da FEA/USP e especialista no assunto, este deve ser um processo contínuo e preventivo, que proporcione como diferencial competitivo alto capital intelectual, gerando desenvolvimento de competências empresariais críticas; alinhamento entre a formação das competências humanas e as estratégias do negócio; e, consequentemente, resultados consistentes a longo prazo.

Assim, encontros de imersão, treinamentos operacionais, palestras, cursos de curta duração, aplicação de ferramentas de desenvolvimento estratégico, formação de conselhos consultivos, criação de grupos de trabalho, são alguma das metodologias que podem fazer parte dos programas de aprendizagem, mas que devem ter como princípios norteadores a integração e a continuidade.