A educação corporativa no contexto da transformação digital

A educação corporativa entra em cena para promover ajustes e alinhamentos, de acordo com as necessidades de cada organização, em uma determinada conjuntura, atuando junto às equipes que precisam ser desenvolvidas, de forma contínua.

Alice Galvão
Diretora da BG Consultoria, Jornalista, Especialista em Comunicação e Marketing, Professora Universitária

Muito se tem falado sobre educação corporativa nos últimos anos. E não é para menos!

Com a transformação digital, o mercado vem passando por mudanças estruturais em uma velocidade exponencial, puxadas por uma onda crescente de empreendimentos criativos e que reinventam a forma como consumimos o que quer que seja. Não é novidade que as #startups revolucionaram a forma como as empresas se relacionam com seus diferentes públicos de interesse (#stakeholders) e as concepções tradicionais de produtos e serviços. Para uma sociedade cada vez mais “cíbrida”, com indivíduos que estão o tempo todo on e offline simultaneamente (o conceito de #cibridismo é trabalhado por Giselle Beiguelman e Martha Gabriel), a relação com o consumidor precisa ser #omnichannel (convergente e integrada a ponto de não se notar a diferença entre a presença real e a virtual).

Os modelos tradicionais de educação já não conseguem, por si só, suprir as necessidades de um mercado tão dinâmico. Este contexto provoca ansiedade em empreendedores, executivos e líderes, que precisam realinhar constantemente as necessidades e expectativas de suas equipes, com as da instituição e as do mercado, pois tudo está em constante transformação.

A economia segue um crescimento baseado em #inovação e desenvolvimento tecnológico, cuja ideia de propriedade, por exemplo, vem sendo rapidamente ressignificada para a de acesso. Em vez de comprar um produto, assumir a responsabilidade pela sua manutenção e encarar que ele terá que ser substituído ao terminar sua vida útil, as pessoas optam por ter acesso a este produto e receber como benefícios a sua manutenção e atualização constante. Vantagem para o consumidor e também para o fornecedor, que garante a recompra periódica, ao receber, por exemplo, uma mensalidade por este acesso (o que conhecemos por assinatura).

Então, se o mercado muda, o jeito de se fazer negócios também se reformula e o mundo do trabalho se reinventa, atendendo demandas relacionadas com a adaptação da inteligência humana às novas necessidades por serviços cada vez mais customizados.

O panorama sinaliza para o fato de que as empresas que não acompanharem estas transformações estarão fadadas à perda acelerada de posicionamento, da mesma forma que os gestores mais resistentes às mudanças invariavelmente estarão decretando a própria obsolescência.

Pensar em gestão de pessoas, produtos e serviços neste contexto exige cada vez mais das empresas e suas lideranças, dentre outras coisas, consciência do ambiente mercadológico, sensibilidade às demandas subjetivas dos diferentes públicos de interesse, clareza de objetivos, estratégias flexíveis, resiliência, foco em geração de valor e relacionamento.

A educação corporativa neste contexto

Onde a educação corporativa entra neste complexo cenário? No apoio estratégico para a construção de um diferencial competitivo poderoso: o capital intelectual.

A organização comumente se vê mergulhada em um mar de variáveis importantes do ambiente de mercado, misturadas às demandas operacionais internas e às urgências em múltiplas tomadas de decisão, com profissionais que não conseguem acompanhar as transformações conceituais e a atualização de ferramentas da própria profissão. O tempo para pesquisas, diagnósticos, análises, planejamento, vai ficando cada vez mais escasso e a reflexão sobre novas possibilidades estratégicas vai sumindo na lista de prioridades. O gestor então começa a ficar isolado no topo de uma pirâmide de visão sistêmica, que tem, no centro, líderes sobrecarregados e, na base, funcionários desalinhados das diretrizes organizacionais.

A educação corporativa entra em cena para ajudar a ajustar o desequilíbrio entre os componentes desta pirâmide, promover ajustes e alinhamentos, de acordo com as necessidades de cada organização, em uma determinada conjuntura, atuando junto às equipes que precisam ser desenvolvidas, de forma contínua. Um time de vendas, com pessoas de alta performance em fechamentos, por exemplo, pode estar com seus resultados estagnados na média anual, por falta de alinhamento com a equipe de pós-venda, que não percebe a importância de promover a recompra. Neste caso, mais eficaz do que se aplicar um treinamento pontual para a equipe de pós-venda, seria abordar as estratégias do negócio em diferentes momentos, de forma contínua, dentro de um sistema de aprendizagem ativo e permanente. Assim, o problema deixaria de existir pontualmente e não voltaria a surgir.

De acordo com Marta Eboli, Professora Doutora da FEA/USP e especialista no assunto, este deve ser um processo contínuo e preventivo, que proporcione como diferencial competitivo alto capital intelectual, gerando desenvolvimento de competências empresariais críticas; alinhamento entre a formação das competências humanas e as estratégias do negócio; e, consequentemente, resultados consistentes a longo prazo.

Assim, encontros de imersão, treinamentos operacionais, palestras, cursos de curta duração, aplicação de ferramentas de desenvolvimento estratégico, formação de conselhos consultivos, criação de grupos de trabalho, são alguma das metodologias que podem fazer parte dos programas de aprendizagem, mas que devem ter como princípios norteadores a integração e a continuidade.

Pensamento estratégico

De que forma o que você decide fazer hoje impacta seu futuro?

Por Alice Galvão

Parece óbvio, mas, cá entre nós…

Você pensa sobre os impactos futuros das suas decisões e ações do presente?

Você avalia se o que tem tomado sua atenção e seu tempo está te aproximando ou te afastando do seu propósito, dos seus objetivos e valores?

Aqui na @britogalvao, eu costumo pensar sobre isso diariamente, na minha pausa matinal para o café.

Pego minhas anotações do dia e reflito sobre os objetivos de longo prazo relacionados a cada tarefa, além de entender quais sentimentos, necessidades e valores estão pautando a ordem de prioridade.

É que, muitas vezes, nublamos a nossa própria percepção da ordem das nossas prioridades por pressão ou outras influências externas.

Aqui a pausa para o café significa tempo de qualidade para o exercício do pensamento estratégico.

Vamos conversar sobre isso?

#educaçãocorporativa
#consultoria
#hábitodevalor #pensamentoestratégico #estratégia #desenvolvimentoprofissional #desenvolvimentopessoal #gestão #gestãoestratégica #propósito #prioridades #planejamento

Educação Corporativa​

Função: Oferecer apoio estratégico contínuo para o desenvolvimento de competências humanas e empresariais na elevação de um diferencial competitivo poderoso: o capital intelectual.

Natureza: Estratégica

Função: Oferecer apoio estratégico contínuo para o desenvolvimento de competências humanas e empresariais na elevação de um diferencial competitivo poderoso: o capital intelectual.

Etapas:
Identificação das competências críticas empresariais;
Levantamento das necessidades de desenvolvimento das competências humanas em alinhamento com as competências empresariais críticas;
Proposição de um Sistema de Educação Corporativa personalizado;
Identificação e implementação de metodologias e ferramentas de gestão.

Outras soluções sob demanda:

  • Palestras;
  • Treinamentos;
  • Cursos de curta duração;
  • Workshops;
  • Mentoria.

Relacionamento com a imprensa​

Função: Construir relacionamento do cliente com a imprensa, para torna-lo fonte de informações sobre os assuntos de sua expertise, posicionando-o como autoridade em seu segmento de atuação.

Natureza: Estratégica e Operacional.

Função: Construir relacionamento do cliente com a imprensa, para torna-lo fonte de informações sobre os assuntos de sua expertise, posicionando-o como autoridade em seu segmento de atuação.

Etapas:

Definição do posicionamento, público-alvo e assuntos relevantes
Seleção dos veículos, editorias e jornalistas de interesse
Definição de pautas, redação de releases, disparo e follow up
Agendamento e acompanhamento de entrevistas
Clipping digital e relatório de resultados.

Consultoria em marketing

Função: Orientar o cliente a promover o equilíbrio entre as potencialidades do seu negócio e as necessidades do mercado.

Natureza: Estratégica.

Função: Orientar o cliente a promover o equilíbrio entre as potencialidades do seu negócio e as necessidades do mercado.

Etapas:

Diagnóstico
Levantamento de demandas
Plano de trabalho
Planejamento de marketing / Planos de ação
Coordenação e acompanhamento das ações
Relatório e análise de resultados

O bom vendedor é humano

O bom vendedor é um consultor em potencial. Ele não ouve as palavras do cliente baseado apenas em técnicas e roteiro de venda. Não trata o cliente como se tudo nele fosse previsível. Não o cerca. Não o manipula como se fosse um objeto.

Por Alice Galvão

O bom vendedor sabe ouvir, entende as necessidades do cliente. Não o subestima, nem superestima. Se não fecha um contrato durante o atendimento, oferece ao cliente a possibilidade de multiplicar as informações sobre o produto ou serviço, munindo-o de material informativo. Se a única objeção ao fechamento é preço, o que foi oferecido mantém-se no imaginário do cliente como objeto de desejo, cujas vantagens ele vai divulgar e indicar aos seus contatos.

O bom vendedor é humano, entende quando o seu interlocutor lhe avisa que não é potencial cliente para aquele produto ou serviço, mas que sabe quem, dentro do seu círculo com certeza o é. A venda imediata é importante, mas além disso, o vendedor é porta-voz da marca e precisa tomar cuidado para que as suas necessidades imediatas não constranjam o cliente que não está preparado para a compra no momento da abordagem.

O bom vendedor é um consultor em potencial. Ele não ouve as palavras do cliente baseado apenas em técnicas e roteiro de venda. Não trata o cliente como se tudo nele fosse previsível. Não o cerca. Não o manipula como se fosse um objeto. Afinal de contas, uma venda baseada em coação gera problemas de crédito para o cliente, inadimplência para a empresa, repulsa à marca e raiva do vendedor.

Quando existe coação e a venda não se concretiza, o sentimento de fracasso se abate nas duas frentes de negociação. O cliente se sente exposto e o vendedor desmotivado. Gerente, cuidado com os métodos escolhidos para qualificar sua equipe de vendas!

Alice Galvão é diretora da BG Consultoria
Jornalista, Especialista em Comunicação e Marketing, Professora Universitária